Estava eu muito compenetrada, na minha melhor pose de profissional segura e competente,dando  consultoria para uma moça que iria participar de um processo seletivo nos próximos dias quando de repente vislumbro uma sombra negra à esquerda do meu ombro.

Era uma barata tão cascuda e tão grande que mais parecia um helicóptero!

Abafei o grito de pânico com um suspiro rouco, mas não pude evitar o ato de me espremer contra a parede oposta à da barata, na esperança que a parede me absorvesse.

A moça, tão insegura em relação à entrevista de emprego, tirou o sapato e com dois golpes matou a barata gigante.

Para piorar minha humilhante situação, o peruquento que trabalha no mesmo andar estava passando na hora da cena e ficou me olhando com cara de pouco caso.

Ah, vai se catar! Melhor ter medo de barata de vez em quando do que usar uma peruquinha ridícula o dia todo.

Estacionado no meio fio, um Crossfox turbinado com spoilers, etc. No vidro traseiro, um grande adesivo com os dizeres: Isabelly e Aleksander.

Adivinha se o dono do possante é caléga! Se não bastassem os acessórios de gosto duvidoso, os nomes estrangeiros, as profusão de letras dobradas e os pissilones entregaram o ouro! Gosto não se discute, se lamenta!

Daqui a cinquenta anos, quem estiver vivo verá uma geração de velhos com pele de pergaminho. toda tatuada.

Nada contra quem se tatua. Eu não faria porque não gosto de nada permanente e entraria em pânico se depois de alguns anos me arrependesse e tivesse que conviver com aquilo que um dia no passado pareceu tão importante e eterno.

Mas para tudo tem limite nessa vida! Imagina uma criatura com as costas tatuadas com a seguinte frase em letras góticas: Fulana (optei por omitir o nome)minha mãe, minha vida.

Será que Freud explica? Será que alguém explica? Socorro!!!