Estou acompanhando ao vivo mais um capítulo da guerra policia x traficantes no Rio de Janeiro.

Não deixei de sair de casa por causa disso. Recuso-me a quebrar minha rotina por causa de um bando de desocupados que resolveram botar fogo em ônibus. Só fico em casa se a coisa estiver acontecendo na minha porta.

Como eu trabalho por escala, e hoje coincidiu de eu não trabalhar, estou com a TV ligada vendo a baixaria.

Sempre desconfiei da instalação das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) nas favelas do Rio.

Um belo dia, algum “iluminado” resolveu colocar a polícia nos morros do Rio. Aí a polícia sobe o morro, e como num passe de mágica, os caléga traficantes fazem as trouxas e vão embora.

Depois de anos afirmando que “daqui não saio, daqui ninguém me tira, tá ligado?”  Simples assim?

Se era simples assim, por que, oh Senhor, POR QUE não tiveram essa idéia antes???

A pergunta que não quer calar: Para onde vão os traficantes quando deixam o morro? Para outra favela, dominada por um coleguinha de profissão? Acho que não…  A “classe” não é lá muito unida.

Não sei porque eu acho que aí tem truta. E alguém pisou na bola e desencadeou essa reação. Tipo quebra de acordo.

Fico p… da vida com isso! Os caras, além de meliantes são covardes. Ateiam fogo em ônibus, meio de transporte de trabalhadores, de gente que precisa se locomover. Rico não anda de ônibus. O governador não anda de ônibus, nem o prefeito, nem o secretário de segurança.

Pior é que devem estar mostrando essas imagens pelo mundo inteiro. Todo mundo a-do-ra quando tem baixaria no Rio porque dá muito ibope. Dá o que falar. Comenta-se muito.

Nesse momento, no programa mais bairrista da emissora mais bairrista de que se tem notícia devem estar falando que aqui em Zambaulo nós não vemos isso!

Então tá. Fica combinado assim…