Meus queridos leitores sabem que sou noveleira assumida. Mas não é por isso que eu acompanho qualquer porcaria que tentam empurrar!

Tem fases em que eu não assisto a nenhuma novela, pois nenhuma prende a minha atenção.

No momento por exemplo, me recuso a assistir à josta das oito (ou das nove).

Os atores falando aquele dialeto ridículo, mistura de português com o que eles PENSAM que é italiano é de matar de vergonha!

Falo apenas algumas poucas frases em italiano, mas compreendo bem o suficiente para ficar revoltada, agastada, puta da vida com o “portuliano” sem vergonha que é falado na novela!

As novelas dos outros horários também estão fraquinhas. Excessão feita a Tititi, que eu acompanhei a primeira versão e volta e meia dou uma assistida para conferir se o remake está à altura.

Mas a novela que está fazendo a minha alegria e felicidade é a boa e velha Vale Tudo, que está sendo reprisada no Canal Viva!

Tenho Canal Viva graças à ameaça que fiz de cancelar minha assinatura de TV porque a mensalidade estava absurdamente cara.

Como sou praticamente sócia fundadora da TV por assinatura no Rio de Janeiro, eles não só baixaram o valor da mensalidade, como deram um upgrade no meu pacote e com isso ganhei o Canal Viva.

O Canal Viva é a alegria dos coroas que tem saudades dos bons programas de antigamente e agora podem reve-los.

E também faz a felicidade dos noveleiros ávidos por um Vale a Pena Ver de Novo que faça jus ao nome. No canal aberto só reprisam novelinhas muito recentes e de quinta categoria, que nem deveriam ser vistas uma primeira vez.

A novela Vale Tudo se passa em 1988. Antes do plano Real, antes do Collor, antes do Lula.

Chega a ser engraçado ver as pessoas falando o preço das coisas mais banais em milhares e milhões.

A galera mais jovem que não pegou os tempos de inflação galopante nem imagina o que é não ter noção do preço das coisas.

Os modelitos usados pelos personagens são um capítulo a parte. Ombreiras, calças de cintura alta, e as jaquetas então? Era jaqueta com calça, com short, com mini saia… E com ombreiras, evidentemente. Acho que até vestido de alcinha tinha que ter ombreiras naquela época…rsrsrs

Os cortes de cabelo estilo “vim de moto”, para dar um visual despojado.

Computadores sem internet. O disquete como tecnologia de ponta.

O CD player era artigo de luxo, só os milionários tinham. E vinham dos Isteites!

Glória Pires com cara de menina, Antonio Fagundes no auge da beleza.

Quem matou Odete Roitman? Era a pergunta que não queria calar.

Estou adorando essa viagem no tempo. Aproveitando para matar as saudades de mim mesma há vinte e dois anos atrás.

Sem nostalgias. O tempo passa para todos. Passa para o Antonio Fagundes, para a Glória Pires e para mim.

Só não passa para a Regina Duarte que por incrível que pareça continua com a mesma cara!

Ela não tem aquela cara esticada padrão de todo mundo que faz plástica.

Qual será o segredo dela?