Dezembro é mês de Natal, de férias escolares e de muitas lembranças.

Mês de calor infernal, de trânsito caótico, mas com uma brisa festiva, com cheiro de liberdade, de coisa nova.

Mês em que as pessoas estão mais ansiosas, mas também mais receptivas a compartilhar as esperanças do ano que está por vir.

Lembro sempre com carinho dos meus Dezembros de estudante. Final de ano, dever cumprido, passar “raspando” depois de prova final. E depois…. férias, liberdade, muita praia regada a mate de barril e biscoito Globo.

Nos amigos, a mesma sensação de alegria, de poder contar com todos aqueles dias para curtir despreocupados, e para completar ainda tinha o Natal e o Reveillon. Quanta festa! Quantas coisas a comemorar!

Já mais velha, mas ainda estudante, muita curtição nos barzinhos da vida, nas discotecas (pronto, entreguei a idade!), e muito bronzeado na pele. Muito nascer do sol nas pedras do Arpoador.

Sou carioca, por isso Dezembro para mim terá sempre o cheiro da brisa do mar, a sensação da brisa morna no rosto, o barulho das ondas.

Mesmo depois de começar a trabalhar, sem Dezembro, sem Natal e sem Ano Novo, a sensação permaneceu.

Ainda bem, pois essa sensação me ajudou a enfrentar os Dezembros dificeis que eu já passei. Sempre que eu me sentia triste, preocupada, revoltada, angustiada, procurava refúgio naqueles Dezembros felizes.

Isso me consolava e me dava a certeza de que outros viriam. A brisa do mar estaria lá, as pedras do Arpoador me esperariam no mesmo lugar, e a alegria e sensação de liberdade dos estudantes de agora me contagiariam e me fariam feliz.

Muitos dos que fizeram parte dos Dezembros felizes não estão mais aqui. Já não vou mais à praia, tenho outras obrigações.  Já não estudo. Agora mato um leão por dia.

Mas é Dezembro. E apesar de nostálgica, eu estou feliz!

Anúncios