Depois de anos sem pegar nem um resfriadinho, cá estou eu com o nariz a correr, os olhos a lacrimejar e a garganta a arranhar.

Não é a tal da gripe suína, já que eu não tive contato com nenhum suíno nos últimos tempos, só humanos mesmo.

Minha mãe, apocalíptica como sempre, já falou para eu procurar um médico para fazer exame. Ta louco? Febre eu não tenho, nem dor no corpo. Mas só o fato de eu estar fanha e fungando sem parar já é um pé no saco…

Esse fim de semana, a caléga minha vizinha que gosta de pagode foi viajar. Tranquilidade total!

Deve ter ido para Iguaba, pequena cidade da Região dos Lagos, reduto preferido de nove entre dez calégas cariocas, adoradores de pagode, de batucada, de carros com o porta-malas tomado por alto falantes e de uma farofada na praia.

Não que eu também não aprecie um frango assado com farofa. Mas só no conforto do meu lar. Emporcalhar a praia e fazer poluição sonora não é a minha praia.

Depois de anos de pesquisas empíricas, cheguei a conclusão de que o mau gosto musical das pessoas é proporcional a altura do som que elas botam tais “melodias” para tocar.

Será uma questão de auto-afirmação? Será que o objetivo é fazer lavagem cerebral? Será algum problema no duto auditivo? Ou será falta de educação mesmo?

Vai saber…