Não é segredo para ninguém que eu tenho uma veia novelística pulsante. Hoje em dia (talvez pela idade) sou mais seletiva e não acompanho qualquer novela. Tenho meus autores favoritos e também aqueles cujas novelas eu não assisto nem que me paguem.

Gosto das novelas do Gilberto Braga e algumas do Manuel Carlos. Esse último eu tinha desistido de assistir porque andava muito enfadonho e politicamente correto demais para meu gosto.

Novelas do Carlos Lombardi e Antonio Calmon, eu não assisto nem por um cacete! Acho um atentado a minha inteligência.

Mas a minissérie Maysa eu não podia deixar de conferir. Tudo bem que o autor é o Mané Carlos, mas como, apesar do que eu escrevi acima, ele de vez em quando acerta na mosca, eu resolvi dar um voto de confiança.

Além do que, o que eu mais gosto em produções de época é admirar os modelitos da mulherada (roupas, cabelo, maquiagem, eu acho um luxo!), e os detalhes da reconstituição. E, convenhamos, a Rede Grobo pode ter um zilhão de defeitos, mas é primorosa nos detalhes das produções de época. Desde os carros, os penteados e roupas, até os acessórios e utensílios que ninguém nunca nota.

Conheço pouco da vida da Maysa. Lembro que quando ela morreu no acidente a ponte Rio-Niterói estava recém inaugurada, ou recém-inaugurada (PQP, essa reforma ortográfica me deixa louca!)

A lembrança que eu tinha dela era de uma mulher que já tinha tido seu auge, mas estava decadente; e sempre cantando músicas de corno.

Não sabia que ela também compunha. Fiquei sabendo agora na minissérie.

A atriz foi muito bem escolhida pela semelhança. A produção está de parabéns, a direção (do próprio filho da Maysa) também está excelente.

Os dois netos fazem o papel do pai em fases diferentes da vida. Nenhuma terapia de família seria melhor.

A música de abertura eu conhecia cantada pela Angela Rô Rô. Não sabia que era de autoria de Maysa. Aliás, tudo a ver com as duas!

Não sei o título, mas é aquela que diz: “Todos falam que eu bebo demais…”

Não sei aonde anda a Angela Rô Rô. Dizem que parou de beber, de fumar e se regenerou. Nunca chegou aos pés do glamour de Maysa, mas as duas têm mais coisas em comum além dos excessos.

Maysa foi interna em um colégio de freiras. Rô Rô estudou em colégio de freiras também. Por sinal, o mesmo onde eu estudei do jardim até a oitava série, em época diferente.

Por isso, sinto-me na obrigação de alertar: Estudar em colégio de freiras pode causar delinquencia juvenil e/ou senil.

E vamos para os próximos capítulos!