E o Natal está chegando de novo!

Como sempre, nessa época do ano, o fantasma dos natais passados vem me assombrar. Mas é um fantasma camarada, não provoca tristeza, mas sim uma saudade gostosa de coisas boas de serem lembradas, de pessoas queridas que já se foram, mas deixaram sua marca indelével e sua missão na Terra cumprida.

Esse ano não foi moleza para mim não. Aconteceram muitas coisas.

Eu me mudei, quase mudei de país, me separei das minhas amadas filhas peludas (ainda uma ferida aberta),  voltei para minha cidade natal, passei por tantas coisas que ficaria enfadonho e fora de propósito colocar tudo nesse post.

 Enfim, só o fato de ter sobrevivido até aqui já é um presente de Natal.

Por mais que eu deteste essa época natalina, as propagandas que mandam você comprar, comprar, comprar e só pagar no ano que vem, os Papai Noel com aquela roupa toda debaixo de um calor senegalesco, as musiquinhas, os enfeites bregas e etc., às vezes eu me deixo contagiar pela animação reinante.

Afinal, o verão está chegando, as aulas acabando, o clima de férias que remonta da minha infância me pega de jeito.

Esse ano resolvi inovar. Não montei árvore (mesmo porque eu dei minha árvore), não enfeitei a casa nem nada.  E não fez falta.

Se o Marido não fosse tão resmungão em relação ao Natal, até que daria para curtir mais. Mas ele é um empata-natal danado!

É verdade que estamos duros e os prognósticos não são dos melhores. Mas só o fato de estarmos todos com saúde e termos passado por poucas e boas e sairmos inteiros já é motivo para agradecer.

Nunca acreditei em Papai Noel, mas acredito em milagres. Eles acontecem quando a gente menos espera.

Quem sabe eu compro uma árvore de natal de fibra ótica na liquidação de enfeites natalinos que tem todo ano?

Ho, ho, ho!