Eleições para prefeito no Brasil. No Rio de Janeiro, os candidatos são Fernando Gabeira e Eduardo Paes.

Sempre votei no Gabeira para deputado, e nunca me arrependi do meu voto. Vou votar nele para prefeito e espero continuar não me arrependendo.

Como é de praxe em época de eleição, cada candidato, ao ver que está perdendo terreno, começa a atacar os pontos fracos de seu adversário.

Em São Paulo a coisa está feia entre a Marta e o Kassab. E está feia para os paulistanos que vão ter que escolher entre o menos pior.

Aqui no Rio, pensei que o Eduardo Paes, ao ver que não seria tão moleza ganhar a prefeitura, iria começar a atacar o Gabeira com o originalíssimo argumento de que ele é maconheiro.

Qual não foi minha surpresa ao saber que no debate entre ambos, Eduardo assumiu que também fumou seu baseadinho…

Claro, para não perder a fama de bom-moço, disse que foi só uma vez, e que não gostou (pelo menos não usou a desculpa de que fumou mas não tragou).

Mas ficou bem na foto, pois não ficou com fama de mentiroso nem de careta.

Gabeira ficou melhor ainda. Admitiu que fumou mesmo, e não fuma mais para não desreipeitar as leis.

Quem viveu sua juventude nos anos 70 e 80 e nunca fumou, que atire a primeira bagana.

Na época em que o narcotráfico era uma coisa lá na Colômbia distante, que Fernandinho Beira-Mar ainda soltava pipa na laje, que as bocas de fumo das favelas eram quase artesanais, fumar maconha era pouco mais que uma travessura.

E assino embaixo do Gabeira. Fumar maconha nos dias de hoje é mais do que desreipeitar as leis. É financiar o crime organizado, é fortalecer a violência, é encher a bola de facções criminosas que recrutam garotos da idade do meu filho, e até mais novos, como “soldados do tráfico”.

Também concordo com ele quando diz que o Brasil não está preparado para a discriminalização das drogas. Temos um longo caminho a percorrer.

Enquanto isso, continuo careta. Ah, se eu estivesse em Amsterdam…