Informo aos meus queridos leitores que estou me mudando para o Blogspot. Meu novo blog é Confesso que vivi.

Espero a visita de vocês!

Insenchato Coração está em sua ultima semana, e eu terei que arrumar outra novela para descer a lenha. Vai ser dificil, pois não assisto a nenhuma outra, a não ser uma vez ou outra. E as que eu “passo os olhos” são tão ruinzinhas que falar mal seria redundância.

Depois que acabou a reprise de Vale Tudo no Canal Viva fiquei “órfã de novelas” novamente. Pior, ao rever uma novela que eu gostei tanto eu percebi que as outras são ruins mesmo!

Gilberto Braga, de quem eu sempre fui fã, realmente perdeu a mão nessa última. A partir da próxima semana não precisarei mais tirar o som  da televisão toda vez que começa a música de abertura. Ô musiquinha chata!!! Nada a ver com a temática da trama, nada a ver com nada. A escultura que aparece rodando durante toda a abertura também não tem nada a ver com nada.

Fico pensando em quanto pagaram (e para quem) o artista plástico e a filha da Elis Regina para o Dona Grobo colocar suas “obras” em horário nobre durante meses.

Que saudades da Gal Costa cantando Cazuza na abertura de Vale Tudo! Que saudades das imagens do Brasil e dos brasileiros comuns se sucedendo em ritmo frenético! Hoje com a tecnologia muito mais avançada não conseguiram chegar nem aos pés!

Glória Pires começou apagadinha com sua Norma. Depois a Norma foi tomando forma, se transformando na mulher forte que superou as rasteiras da vida e planejou a vingança contra o Leo. Um Conde de Monte Cristo versão feminina. E no final se tornou uma mulézinha idiota que acredita no pilantra que a fez pastar na cadeia e destruiu sua vida porque “amor de pica quando bate fica”!

É bem verdade que quando estamos apaixonados ficamos meio abestados. Mas aí já é demais! Fazer a Norma se transformar em donzela casadoira é dose!

O casal protagonista parece um picolé de chuchú. Sem graça nenhuma. Depois de passar a novela toda brincando de gato e rato, finalmente se casaram e viveram monótonos para sempre.

O casal formado pela Camila Pitanga e o Lázaro Ramos tem mais tempero. Aliás, se eu fosse a Carol dava uma surra na zoiúda que marca em cima do André feito  mosca de padaria. Uma surra a la Gilberto Braga, pois as surras das novelas dele são memoráveis! É bem verdade que quem prometeu fidelidade foi ele. Mas não dá pra ficar blasé com uma ex-peguete do seu homem que não larga do pé dele!

Estou esperando para ver qual será o castigo da Eunice, a perua fresca, metida e insuportável. Talvez o melhor castigo seria o marido sair logo do armário, aproveitando a moda gay is beautiful que pontuou a novela. Porque aquele nunca me convenceu como pai de família!

Agora é esperar para conferir e voltar pra descer a lenha.

Me aguardem!

Já faz algum tempo que estou percebendo certa falta de assunto generalizada entre os blogueiros. Pelo menos entre os que eu acompanho o blog.

Comigo não é diferente. Às vezes eu escrevo sobre determinado assunto, nem que seja para jogar conversa fora, às vezes nem isso. Mas os comentários também estão raros.

Nunca tive nenhuma legião de seguidores e nem é essa a intenção desse blog. Escrevo sem compromissos sobre assuntos que me dão vontade. Não tenho compromisso nem com a gramática. Não tenho intenção de formar opiniões, de denunciar nada nem de fazer apologias.

Mas até meus poucos e fiéis seguidores não estão comparecendo. O que está acontecendo? Será um desânimo geral?

Tenho dado atenção a meu outro blog, o  No Ar, que é voltado para quem se interessa por aviação.

Mas não gostaria de abandonar este que foi o primeiro, apesar de achar o Blogspot muito melhor do que o WordPress.

Esse blog me ajudou a relembrar momentos importantes da minha vida. Aqui eu escrevo o que me dá vontade, sem compromisso com qualquer assunto.

Espero que o surto de falta de imaginação melhore nos blogs que eu sigo. Sinto falta de ler posts interessantes. E que meus leitores deixem um comentário nem que seja de vez em quando.

Não são só os artistas que precisam de público.

Glória Pires finalmente disse a que veio, mas continuo achando que Gilberto Braga está perdendo a mão.

A Norma conseguiu dar o golpe do baú no idoso Tarcisão, que vivia carente e casadoiro desde o início da novela e por isso não foi espanto.

Espanto foi ele ter morrido dois dias depois do casório, deixando-a podre de rica.

Espanto maior ainda foi a família do falecido nem se importar em ter que dividir a fortuna do tio rico com a viúva de última hora.  É verdade que eles também eram abonados, mas dinheiro nunca é demais, né?

Conheço de perto um caso de  casamento semelhante ao da Norma. Ela bem mais jovem e sem ter aonde cair morta. Ele viúvo sem filhos, com uma boa situação financeira. Só que ela não teve a sorte da Norma e teve que esperar mais de vinte anos para enviuvar! O ancião viveu mais do que Matusalém! E ela que se casou aos vinte e poucos anos se tornou uma viúva quarentona, mas próspera.

E o que é aquela ex-colega de presídio da Norma que agora vive debaixo do mesmo teto e sabe de todas as armações dela?

E que sorte danada ela tem! Todo mundo que atrapalha seus planos morre! Todas as armações ela dão certo. Só em novela mesmo!

Aliás, se o autor continuar matando seus personagens a rodo como anda fazendo, daqui a pouco não vai sobrar ninguém!

O marido da Débora Evelyn não convence como “pai de família”. Por mim ele estaria no núcleo que luta pelo direito de sair do armário.

Aliás eu acho que qualquer homem casado com uma perua fútil e metida como a Eunice pensaria na possibilidade de enveredar por outros caminhos. Ninguém aguenta!

Bem que o Gilberto poderia dar fim ao casal, e no Cassio Gabus que é outra mala sem alça!

A irmã natureba da Camila Pitanga também podia passar dessa para melhor. Ô garota mais chata, cri-cri e inespressiva!

O casalzinho protagonista dá vontade de mudar de canal. Passam a novela toda brincando de gato e rato.  Afff!!!

Vou mandar um e-mail sugerindo uma tragédia coletiva. Um acidente aéreo, uma explosão de bueiro em Copacabana, que aliás está muito em moda e assim eliminaria um monte de personagens chatos numa tacada só.

Enquanto isso em vou assistindo. Fazer o que, né? Eu góstcho!

Hoje é dia de Santo Antonio. Segundo a tradição é o santo casamenteiro. Existem várias simpatias para arrumar casamentos, namoros ou simplesmente um homem para chamar de seu.

Acredito que as mulheres sejam maioria esmagadora nas simpatias com o pobre santo. Uma delas consiste em deixar a imagem de cabeça para baixo até que o príncipe encantado apareça. Em outras deixa-se o santo imerso em um copo d’água ou na geladeira.

Às vezes o santo atende. Só não vale depois reclamar da “graça alcançada”!  Cuidado com o que você pede, pois certamente conseguirá!

Nesse dia também é distribuído o pão de Santo Antonio, que a gente guarda no pote de arroz para ter fartura. Pelo menos era o que se fazia lá em casa. E o danado do pão ficava duro e seco, mas não mofava!

Não fui ao Convento de Santo Antonio esse ano, mas como o tempo está agradavelmente friozinho, pelo menos para cariocas, quem sabe eu não arrumo uma festa junina para tomar canjica e encher a cara de quentão?

Orkut e Facebook são excelentes ferramentas para saber o paradeiro de pessoas que um dia fizeram parte de nossas vidas, mas a vida se encarregou de separar.

Graças a esses sites reencontrei amigos de adolescência, colegas de escola e de trabalho. Alguns reecontros passaram do virtual para o real. Outros continuaram virtuais pela distância ou outro motivo. Mas valeram a pena mesmo assim.

Hoje, devido a uma nefasta combinação de semana de folga no trabalho e falta total de numerário para fazer qualquer coisa pois o pagamento ainda não saiu, o diabinho do ócio sussurrou ao meu ouvido uma idéia: Por que não procurar aquela sua ex-amiga de adolescência que se tornou sua inimiga?

E não é que eu a encontrei no Facebook? Numa única foto constatei que ela está gorda, velha e com a cara igual à da mãe dela… (risadas satânicas)

Bom, provavelmente ela acharia a mesma coisa de mim se me visse hoje.

Conheci-a quando eu tinha uns catorze anos. Estudávamos juntas na Cultura Inglesa.

A família de O. (prefiro não revelar o nome) era meio esquisita. Na sua casa não tinha televisão. Não porque não pudessem adquirir, mas os pais achavam que a televisão alienava e coisas do gênero. Entretanto O. vivia enfiada na casa das amigas (na minha inclusive) para assistir a todo lixo televisivo alienante a que não tinha direito em casa.

O pai era jornalista, a mãe parecia uma agente carcerária. O. era filha única e morria de medo da mãe, apesar de não dar o braço a torcer.  A família gostava de passar uma imagem de intelectuais que não davam valor a bens de consumo. Meio fábula da raposa e as uvas.

Ela tocava piano. Eu tocava violão. Tanto eu quanto ela estudávamos em colégios de freira, diferentes um do outro.

A amizade começou com uma disputa saudável na Cultura Inglesa. Devo dizer em favor de O. que ela me ajudou a me interessar de verdade pela lingua inglesa, além dos Beatles.

Ela era CDF, eu não queria nem saber. E mesmo assim minhas notas eram sempre meio ponto acima das dela. Isso a deixava irada! rsrs

A gente ia ao cinema, à praia, conversávamos bastante. Como todo adolescente eu era muito insegura, acho até que mais insegura do que a média. Me achava feia, gorda. Achava que nunca teria um namorado e todas aquelas coisas que a gente acha quando é adolescente.

No início eu não percebia que sempre que tinha oportunidade, O. fazia um comentário depreciativo a meu respeito. Alguns muito en passant, outros mais contundentes.

Não percebia a maldade das coisas que ela falava, pois além de ser feia e gorda eu também era ingênua de doer! E como qualquer adolescente, dava muita importância a tudo que meus amigos falavam. Então se minha grande amiga dizia que era assim, é porque ela tinha razão! Eu realmente era feia, gorda, inexpressiva e medíocre.

O que eu custei algum tempo para perceber é que O. tinha inveja de mim. Inveja por eu tirar nota maior do que a dela mesmo sem estudar. Inveja porque minha família não posava de intelectual, e graças a isso eu podia comprar os discos de rock, pop e trilhas sonoras de novela que eu queria. Inveja do fato de eu ter liberdade de pedir dinheiro para lanchar no Gordon (que saudades do Gordon!), e o máximo que eu ouviria era “NÃO”, sem ser obrigada a ouvir sermão da carcereira-mãe sobre a alienação provocada pela sociedade de consumo.

Foram anos achando que ela estava certa e eu realmente era um cú. Ela fazia o estilo morde-assopra. Por isso minha ficha custou a cair. Era ardilosa ao ponto de me desmerecer na frente dos meus outros amigos, como na vez em que ela falou que eu não tocava bem violão. Quem tocava bem era M. pois tinha o toque mais suave. M. era minha amiga e também estudava violão. E segundo O., M. era melhor que eu em tudo.

Aos poucos a amizade foi murchando e as patadas aumentando. Ela já não se dava ao trabalho de ser sutil, falava as coisas na lata mesmo. Quando arrumou um namorado começou a me ignorar de todo, afinal agora ela era importante por ter um namorado e eu não.

Quando meus pais se separaram para ela foi a glória! O. saiu espalhando para todo mundo as confidências que eu lhe fazia por considera-la grande amiga. Distorcia informações, inventava outras.

Foi aí que eu virei  jogo. Soube das fofocas que ela fazia através de amigas dela que ficaram indignadas e vieram me contar.

Liguei para a casa dela e descasquei. Disse em poucas palavras para ela não me procurar mais. E ela não procurou.

Alguns amigos para me vingar fizeram uma espécie de bullying com ela. rsrs Nada muito grave. Inscreviam o nome dela para receber os mais diferentes produtos. Cintas emagrecedoras, livros de auto-ajuda, cursos diversos. Também escreviam em seu nome para revistas ou pessoas que “procuravam um relacionamento sério”. rsrs

Fiquei muito tempo sem ter notícias dela. Há alguns anos eu soube através de conhecidos comuns que ela se casou, teve muitos filhos, se separou e voltou a morar com a mãe. Não sei se hoje elas possuem televisão, nem quero saber.

Esse post foi uma catarse. Botei para fora sentimentos há muitos enterrados em mim. Revivi emoções há muito esquecidas.

Mas a vida seguiu, as pessoas passam, os verdadeiros amigos ficam. Agradeço a paciência daqueles que conseguiram chegar até o fim do post.

 

Apesar de estar de folga e poder praticar meu esporte favorito (dormir), acordei cedo para assistir ao casamento real.

Podem jogar tomates!

Há trinta anos atrás, minha avó me fez assistir ao casamento da princesa Diana pela TV. Ela excitadíssima pela transmissão inédita. Eu nem tanto, assisti mais para fazer-lhe companhia. E, confesso que até gostei.

Hoje ela não está mais aqui, mas como eu estou trinta anos mais velha, mais sensível, mais romântica, mais manteiga derretida, resolvi prestar-lhe uma homenagem acompanhando o novo casamento real.

O vestido da noiva estava simples. Talvez simples demais. Não precisava descambar para a peruagem, mas podia ser um pouquinho mais…. glamuroso.

A rainha podia ter escolhido outra cor que não fosse amarelo gema de ovo para seu vestido. Mas como sempre estava sóbria e elegante vestida de rainha.

O pai do noivo continua com cara de OB. A madrasta continua medonha, oh, coitada! Dizem que não existe mulher feia, existe mulher pobre. Mas nem a riqueza deu jeito nela. Só nascendo de novo!

O príncipe é bonito, tímido e tem o olhar da mãe. A nova princesa também é bonita. Ambos são discretos, talvez por isso estejam juntos.

Chamou minha atenção os chapéus cheios de galhos que a mulherada estava usando. Que nova e estranha moda será essa? Estilo renas do Papai Noel? Ainda bem que eu não uso chapéu.

Espero sinceramente que o casamento do filho seja mais duradouro e mais feliz do que o da mãe.

Graças à princesa, hoje existe uma geração de Daianas, Daianes, Dayannys, Leididaianas, Rayannes, e todos os etecéteras que a imaginação caléga consegue alcançar.

A partir de hoje terá início a uma geração de Katys, Keiths, Keitys, e etc. e tals.

Saudades de Londres… Queria estar lá. Deve estar bombando.